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terça-feira, 26 de março de 2013

FUNDAÇÃO CASA ABATE MAIS UM, ATÉ QUANDO ESPERAR?

Mais um trabalhador da Fundação CASA é assassinado, e fica a pergunta o que vai ser feito para mudar isso?

Dessa vez foi o companheiro DINEI PEREIRA, assassinado covardemente. A não ser as manifestações de solidariedade expressadas pelo facebook, nada foi ou esta sendo feito para mudar esta situação.

Assim, no futuro continuaremos a ver online pela tela de nossos computadores novas noticias  de companheiros a serem assassinados, ou talvez  não nos reste melhor sorte e poderemos ser nós mesmos as manchetes.

Mas o que é uma vida ou mesmo a integridade física e psíquica diante de 5, 10, 15 ou 17% de aumento? Claro que não é nada, visto que na assembléia notadamente a maior preocupação era quanto vamos ter de reajuste ou em qual letra ou nível eu vou ficar.

Enquanto isso o fator segurança, condições de trabalho, a dignidade e o bem mais preciso a vida sempre ficam em segundo plano. Assim nosso ilustre patrão vai aos poucos nos abatendo um a um.

Alguns trabalhadores parecem ter memória curta, ou as vezes se fazem de avestruz, pois quem se lembra da época  onde o funcionário que era desafeto de seu coordenador, chegava no plantão e não via seu cartão na chapeira pois estava demitido, afinal era tratado como celetista e o chefetinho  abusava desse artificio e da ilustre palavra " fica quieto se não te mando embora".

Assim como carneirinhos a maioria dos servidores acabavam ficando quietinhos com seu medo de perder o emprego.

Mas derrepentemente, um lunático começou a dizer olha gente temos direito a estabilidade de servidor publico e não podemos ser demitidos assim.

Ai algumas almas penadas que viviam a degustar ovos chefianos e se esbaldavam em ameaças aos subalternos entoaram o bordão ele é louco.

Também lembremos que os  grandes complexos colocavam os servidores em risco constante, a cada rebelião dezenas de companheiros estavam mutilados ou condenados por tortura ou ainda como o saudoso ROGERIO ROSA morto em seu local de trabalho.

Mas quando lunáticos discursavam pequenas unidades grande negócios, muitos se revoltavam visto que, a hora extra era mais importante que um trabalho saudável e seguro, era melhor ficar 30 dias internado dentro da Fundação fazendo horas extras do que ter saúde e qualidade de vida.

Mas ai vem um monte de prisões no Complexo Vila Maria, acusações de tortura e junto com elas 1751 demissões e toda categoria fica atônita e assustada. Percebem então que não adiantava ganhar um monte de horas extras em um dia e ficar sem emprego no outro, perceberam que quanto maior a unidade maior o risco de vida, mais que isso perceberam que apenas os loucos tinham idéias sensatas.

Assim como no Titanic agarraram-se nas balsas lançadas pelos loucos e nadaram e nadaram até serem salvos pela reintegração e pelo reconhecimento da estabilidade e olhe que não é qualquer estabilidade, é uma estabilidade privilegiada, pois além de ser estável e não poder mais ser demitido ao bel prazer dos chefetinhos, ainda goza do direito do FGTS dos funcionários privados.

Somos a unica categoria que tem este privilégio e reconhecida oficialmente pelo poder judiciário, servimos de referência a muitas outras categorias, além do que, fomos a unica a quebrar ao meio a OJ5 ( Orientação Jusrisprudêncial numero 5) do TST que impedia os servidores públicos de terem dissidio coletivo.

Ao retirarmos da mão do patrão o poder da demissão, conquistamos claramente  a capacidade de enfrenta-lo sem medo, pois somente através de um processo que tenha os direitos previstos no artigo 5ª da CF, quias sejam o direito da ampla defesa, do contraditório, do devido processo legal. Só assim é que poderemos ser penalizados e demitidos.

Assim nosso ilustre patrão se viu acuado ao perder o seu pleno poder de decepar nossas cabeças a qualquer momento, e mudou de estratégia fazendo negociações mesquinhas, aplicando reajustes miseráveis e assistindo com alegria seus servos se digladiarem na arena por ele montada.

A conquista da estabilidade deveria ter servido para aumentar o poder de organização de nossa categoria, para lutar não só por reajustes miseráveis e PCCS inaplicáveis,  mas para conquistar respeito, dignidade, segurança, garantia de vida, bem estar  e o principal, por uma Fundação verdadeiramente de carreira, onde os cargos de comando e de poder de decisão viessem através do voto direto de quem trabalha na ponta do espeto.

Mas ao invés disso, o que vemos é uma categoria rachada pelas migalhas lançadas, sem perceber que suas vidas estão correndo perigo na mira dos canhões de Navarone, que aos poucos se organizam e se fortalecem para nos trucidar e apresentar nossas cabeças como troféu iguál aconteceu com o companheiro DINEI.

Me entristece ver as falas de alguns Avestruzes que, ao invés de enxergarem que as conquistas serviram não para beneficiar o individualismos, mas para beneficiar o coletivo, mais que isso para acumular forças para conquistar um bem muito maior, o de sermos dirigidos em nosso trabalho por pessoas que realmente sejam formadas lá no local de trabalho e por tanto conhecedoras de nossa realidade e de nosso dia a dia.

Não podemos mais aceitar que nosso trabalho que é tão importante para a sociedade continue sendo comandado por cargos políticos, por pessoas despreparadas que acabam talvez por desconhecimento ou talvez por maldade nos colocando na esteira dessa maquina de moer gente chamada Fundação CASA.

Quantos companheiros mais teremos que perder ou será que teremos que ser nós mesmos as próximas vitimas para assim acordarmos de nosso egoismo.

Será que a garantia de emprego e estabilidade não é uma ferramenta importante para nossa organização. Me parece que não, pois ou por falta de memória ou por perda de privilégios ao ouvir do avestruz que  "estou a 10 anos na fundação e nunca nunca vi conquistar nada" ou " tomei 5 dias de gancho porque fiz aquela greve da reintegração" me reforça a ideia de que estava corretíssimo  o saudoso escritor Nelson Rodrigues ao afirmar que: " o mineiro só é solidário no cancer".

ANTONIO GILBERTO DA SILVA.